Divulgação
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Faço a primeira reflexão relembrando 2000, quando reunida parte de minha família, em torno de trinta pessoas, ao passar do dia 31 de dezembro, na praia de Ubatuba-SP, por volta das 23 horas; milhares de pessoas de branco, a caráter para simbolizar a paz, com flores, oferendas e milhares de rojões, fogos de artifício; ao correr da praia esperam o momento da virada do ano... Eis a surpresa: uma chuva torrencial, a cântaros, varrendo com ventos, tempestades, ondas violentas na praia !!! Festa suspensa, todos correm buscando abrigo, e a confusão se instala... No ar a frustração, incompreensões com a dura realidade...
Reunidos ao depois, já ao abrigo de nossa casa, diversas são as versões, interpretações do momento... Entro no diálogo, lembrando que o que acontecia naquele momento nada mais era do que um aviso, um alerta... São os momentos para meditação e interpretação: um Ser Maior mostra através da natureza que o momento é de oração e de humildade, não de ostentação em gastos desnecessários, quando existem tantos a espera de uma palavra, de um incentivo... Não sou entendido. O momento serve a outras coisas.
2010, as cenas se repetem. Em Angras dos Reis, na Ilha Grande, e no Rio de Janeiro;
No Haiti, País símbolo das desigualdades sociais, e que sofrendo uma população inteira ao longo de séculos de colonização, e depois objeto de interesses comerciais, fechando o circulo das Bermudas, na América Central; fecha o Golfo do México para o Atlântico, como barreira de defesa de interesses petrolíferos e de retirada de imensas riquezas de suas entranhas. Como se a natureza não desse a resposta a cada intervenção sem que haja reparação. Pobre Haiti, escolhido para receber, não do mar aberto a fúria da natureza, mas de suas entranhas, de seu solo que se acomoda nas placas internas, onde os geólogos terão respostas quando forem ouvidos.
Mas ali está a presença brasileira; este Pais abençoado, que também precisa de muita oração, sacrifícios e exemplos; a presença de nosso glorioso Exército Nacional, como força de segurança e apoio, ajuda uma população miscigenada e com grandes semelhanças ao nosso povo. Apoio humanitário que envolve muitos segmentos sociais.
Entre eles, nesses desejos de proteção àquela sofrida gente, aparece uma que toca fundo em nosso coração e em nossa alma: a ajuda às crianças e aos idosos. Fator que nosso País, este Brasil Continental, já domina, graças a exemplos que mais de firmam. Essa oportunidade de fazer pelos símbolos de amor, já exportamos para a África, Ásia, e agora na América Central, para nosso querido Haiti.
Ali estava a senhora carismática e humana: doutora ZILDA ARNS, no alto de seus mais de 70 anos de idade, mas já figura de relevo na sociedade brasileira. Reconhecida pelas Pastorais da Igreja Católica, difundiu pelos municípios do interior, em comunidades das mais carentes, às mais afastadas, um desejo de ajudar, contribuir com a construção de uma sociedade mais justa. Para o Haiti seria apenas a continuidade dessa magnífica cruzada de Fé, caridade, humanidade. O Brasil presente...
Mas é na catástrofe ali instalada, a sua marcante presença; no momento de estarrecimento, sofrimento coletivo, nunca vivenciado
Ali se encontrava nossa heroína ZILDA ARNS, ela nosso exemplo, que ao perecer (falece para o mundo, vive para a vida Eterna), em sua luta, em seu trabalho, em sua cruzada, calou fundo nossos argumentos. Esta pequena poesia, nossa manifestação, neste momento:
Z elozas lágrimas, caem ao chão;
Í ntimos sentimentos filiais!
L abor das fortes, foram seus exemplos,
D eixa aos pequeninos, agora órfãos;
A lma sensível às causas sociais...
A lgum dia, sonhos realizados...
R espostas das anônimas crianças
N os braços de Cristo, repousarão
S incero agradecimento de joelhos,
aos céus, em ORAÇÃO...
- Por Arthur Jorge do Amaral - Da União Brasileira de Escritores – UBE/MS – E-mail: arthurjdoamaral@uol.com.br
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