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Licença-maternidade mais longa fortalece vínculo afetivo e traz saúde ao bebê

A prorrogação de quatro para seis meses representa maior vínculo afetivo entre mãe e filho e saúde para o bebê nos primeiros seis meses de vida.

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“A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno durante os seis primeiros meses de vida, pois, além de oferecer tudo o que o bebê necessita, é também a forma natural de propiciar a plenitude do vínculo afetivo original que, na espécie humana, faz-se de maneira insubstituível, nesse período”. A recomendação da OMS está na mensagem assinada pelo governador André Puccinelli referente ao projeto de lei que concede às servidoras públicas civis e militares do Poder Executivo Estadual, das suas autarquias e das suas fundações, a prorrogação, por sessenta dias, da licença-maternidade.

A mensagem e em anexo, o projeto de lei foram encaminhados para a apreciação da Assembleia Legislativa nesta terça-feira(9). A prorrogação de quatro para seis meses representa maior vínculo afetivo entre mãe e filho e saúde para o bebê nos primeiros seis meses de vida. De acordo com a técnica de aleitamento materno e de saúde da criança da Secretaria Estadual de Saúde (SES), nutricionista Neide Maria de Silva Cruz, a amamentação exclusiva neste período de vida é fundamental para a saúde do bebê. “O aleitamento materno exclusivo significa dar só o peito para a criança, sem uso de chás, água ou outro tipo de alimento”, informou.

A técnica explica que até os seis meses de vida o bebê fisiologicamente está imaturo e precisa somente do leite materno. “Neste período o órgão digestivo da criança ainda não está preparado para receber outro tipo de alimento. O leite materno é adequado à necessidade do bebê e contém todos os nutrientes produzidos de acordo com desenvolvimento e crescimento da criança”, justifica. Após os seis meses é possível conciliar o leite materno com outros alimentos, como frutas e legumes.

Segundo a nutricionista, o leite materno é rico em proteínas anti-infecciosas e estimula o sistema imunológico da criança. “O leite materno protege o bebê com fatores de defesa mais rápidos. Representa menor risco de desnutrição e outros males em função da diarréia. A criança fica pouco doente e a recuperação é mais rápida”, salienta. Neide justifica lembrando de um dado da OMS que estima-se que em todo o mundo, um milhão e meio de mortes infantis poderiam ser evitadas através da prática do aleitamento materno. Crianças em amamentação exclusiva adoecem duas vezes e meia menos do que crianças que tomam leite artificial.

Um estudo de impacto do início da amamentação na mortalidade neonatal no ano de 2006 revela uma pesquisa com 10.947 crianças da República do Ghana. A tendência de diminuir o risco de mortalidade neonatal para crianças que foram amamentadas no primeiro dia de vida foi de 16%. Para as crianças amamentadas na primeira hora foi de 22%.

O leite materno produzido para a própria necessidade da criança traz ainda outros benefícios, mas para a mãe. A nutricionista lembra que a mãe que amamenta tem emagrecimento sadia. “O aleitamento materno auxilia na perda de peso da mãe. Ela perde o excesso que ganhou durante a gestação”, lembra.

A prorrogação da licença maternidade e em conseqüência, maior tempo de aleitamento materno reflete também no vínculo da mãe e filho. “O vínculo afetivo é comprovado. A amamentação é importante para o desenvolvimento cerebral da criança e a mãe se sente gratificada em poder amamentar o bebê. Este vínculo auxilia no fortalecimento familiar e social”, ressaltou.

 

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